Conversamos, muito, sobre este “assunto”. Homens. Pesquisamos na internet, falamos das nossas relações, nossos amores, pai, irmão, parentes próximos e distantes, amigos e conhecidos...
E, na verdade, nem sabemos o que, exatamente, queremos ao escrever este texto. Porque pode ser muita pretensão querer “conceituar ou definir” estes seres que se apresentam para nós com seus mistérios e desejos, doces ou atrozes, com ou sem, máscaras, livres ou comprometidos, fiéis ou “cachorrões”, e por aí vai...
Qual mulher poderá aqui dizer que conhece verdadeiramente os homens com quem convive? Difícil responder.
Nestes tempos , que já não são mais novos, de internet e sites de relacionamentos, observamos perfis de verdadeiros príncipes, com direito a cavalo branco e flores do campo. Todos são bons, todos têm caráter e oferecem como história de vida, o melhor.
Mas nem tudo são flores...O que conhecemos dos homens é o que a história conta.
A revolução feminina dos anos 60 mexeu com o que, até então, vinha sendo próprio dos homens, a posição do “chefe” da casa, do que mantinha financeiramente, tudo que dissesse respeito a esta. E foi, a partir daí, que os homens ficaram perdidos e sem chão. Como lemos num artigo, na década de 90, decretou-se a “crise do Macho”, foram à luta e começaram uma revolução silenciosa. E nesta revolução lenta, começaram a nos perceber e darem-se conta de nossas ansiedades. Tornaram-se parceiros, presentes e preocupados conosco, mas ainda sem querer “discutir a relação”. Mas a pergunta que sempre nos fazemos é “-O que eles querem de nós, mulheres?”
O que provoca tantos desencontros, quando tudo parece perfeito? Por que esta “fuga” (agora em menor escala), do relacionamento sério? Outro dia, um amigo conversando, contou que as mulheres com quem ele se relaciona, não deixam nem telefone para um próximo encontro. Isso soou como a “vingança de jedi”. Mas não era isso que eles queriam? Sem compromissos, sem vínculos, livres para voar? Se deixarmos livres, reclamam, se os prendemos, reclamam, também!
Enquanto escrevíamos este texto, fazíamos reflexões pra direção que ele tomava a cada frase. E foi aí que surgiu a pergunta: Por que exigimos compreensão, entendimento, paciência e o escambau, ao invés de tentarmos conhecer, aceitar e apostar sem o “jogo”, sem a intenção da “prisão”, pelo simples fato de estar “por estar”? Pronto! Já começamos a falar de nós. Não poderia ser diferente...Vocês concordam?
Filósofos e psicanalistas defenderam em suas teses mais profundas esta relação homem-mulher. Não queremos de forma alguma contestar. Apenas perguntar aos homens, que lerem este texto, se realmente eles sabem o que querem, porque nós, mulheres, queremos muito saber isso. Sabemos que não existem fórmulas prontas e nenhum homem vem com manual de instruções, se isso existisse, seria um saco, mas poderiam ser mais explícitos e menos misteriosos...Isso era o que pensávamos antes de encontrar este site: Papo de Homem E aí? Isso é verdade? Bahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Abraços fraternos da Zane e Dada
Abraços fraternos da Zane e Dada
2 comentários:
Gurias,
um textinho pra coloborar com a discussão: um fragmento da Martha Medeiros: nós mudamos,exteriorizamos o que sentimos, e acho que é bem como tu dissestes, a gente vai construindo o caminho ao caminhar..
"Não sei bem o que dizer sobre mim. Não me sinto uma mulher como as outras. Por exemplo, odeio falar sobre crianças, empregadas e liquidações. Mas segui todos os mandamentos de uma boa menina: brinquei de boneca, tive medo do escuro e fiquei nervosa com o primeiro beijo. (…) Ninguém desconfia do meu anti socialismo interno. Adoro massas cinzentas, detesto cor-de-rosa. Penso como um homem, mas sinto como mulher. Não me considero vítima de nada. Sou autoritária, teimosa, impulsiva e um verdadeiro desastre na cozinha. Peça para eu arrumar uma cama e estrague meu dia.Tenho um cérebro masculino, como lhe disse, mas isso não interfere na minha sexualidade, que é bem ortodoxa. Já o coração sempre foi gelatinoso, me deixa com as pernas frouxas diante de qualquer um que me convide para um chope(...) Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada. Acho que sou promíscua. São muitas mulheres numa só, e alguns homens também."
Olha! Todo mundo quer carinho e amor! O grande problema, é que por exemplo, num relacionamento que termina, provoca em um outro que começa, vários pensamentos, e isso vai fazendo as pessoas se trancarem, digamos assim, não dizem tudo o que sentem, não querem admitir que estão gostando mesmo... Tá em cada um admitir e querer ser feliz!
Postar um comentário