domingo, 23 de outubro de 2011

Carência...

               Que sentimento é este  que faz com que nossos olhos fiquem cegos e o nosso coração projete somente aquilo que queremos “sentir” e não ver...
               Todos estão a mercê dele. E cometemos as maiores atrocidades em nossas vidas.
               Basta estar carente,  que qualquer  pessoa que passe a mão na nossa cabeça,  interpretamos de forma errada. E este erro pode nos acompanhar durante o resto da vida e mesmo assim, ainda achamos que vivendo nele, somos felizes.
               Há vários tipo de carência...de colo de pai e mãe, de conversar com amigos, de dinheiro...mas a pior delas e a mais perigosa é a carência de amor...
                     A vontade de viver um grande amor é a armadilha  na carência.


              Nunca olhamos o outro com olhos reais. Mesmo com evidências claras que não é aquilo que queremos, vamos nos “adaptando” pra não ficarmos sozinhos....Seja ele namorado, marido ou amante...
             É óbvio que um dia isso fica insustentável. E emerge de dentro de nós a verdade cruel de que não era nada daquilo que pensávamos...
             Chegar a esta conclusão, não causa decepção. Porque a verdade esteve sempre ali... Só não queríamos ver ou a nossa carência não deixava  ver....
             Seria bom demais se pudéssemos ser mais racionais do que emotivos...Não cairíamos nestas armadilhas...
             Pela necessidade do abraço, do aconchego, do estar em companhia de alguém, do desejo da parceria e cumplicidade ficamos vulneráveis e somos presas fáceis deste sentimento.
             Por que isso acontece?  
             Eu tenho a minha resposta. É quando deixamos o nosso “eu” de lado, quando perdemos o amor por nós mesmos, quando realmente priorizamos  o que está fora de nós. 
             Mas para chegar a esta conclusão é preciso “olhar” com olhos de expectador a própria vida. Uns conseguem fazer isso, outros fogem a vida toda e submetem-se  a viver a vida que não é sua.
             Podemos conviver anos com uma pessoa e  afirmar que é ela que amamos e isso pode ser a grande mentira que inventamos pra nós mesmos.
                Não se tem receitas, nem regras, nada que nos livre desta tal carência... Apenas a nossa própria vivência e a experiência dos outros que nos ensinam quando queremos aprender.
Todo cuidado é pouco!
Tenho uma proposta de vida que poderia dar certo pra não cairmos nestas armadilhas...Aprender a viver só! Gostar de conviver consigo mesmo. Se priorizar em todos os sentidos e só assim, estaremos prontos Para viver um grande amor...
Amem-se! Não façam concessões! Ficar só é melhor do que ficar mal acompanhada. Desfrutem do prazer de conviver consigo mesmo. Por  que a carência  ronda nossa vida e aí... Salve-se quem puder!

Zane Guimarães








2 comentários:

Unknown disse...

Não há crescimento sem dor... Se a carência nos ajudar, nos der novos caminhos vamos nos salvar.
Teu texto é lindo e "agudo"... E, bem escondidinho (ou não?) tem até uma pitada de sarcasmo.

Marconi (Vou te seguir, Não abriu tag seguidores, depois eu volto?.

Zane e Dáda Guimarães disse...

Concordo plenamente! Eu acredito que só crescemos se passarmos por algum sofrimento... Quanto a "pitada" de sarcasmo...ela existe em quase todos os textos...e tem endereço certo....rsrsrsrsrs
Obrigada pela tua participação. Vou te esperar como seguidor. Um abraço